sexta-feira, 30 de março de 2007

Fiat Lux


Fiat Lux
Liris Letieres

Nunca mais!
Nunca mais me arrependo
Nunca mais prometo
Nunca mais!
Já me rendi muito
A partir de já, sou nunca mais.
Verei o sol.
Não pedirei, verei o sol!
Arranco essas vestes emprestadas
Terei as minhas
Nunca mais pedirei favores
O tempo obscuro cai em óbito agora
Transmutarei essa realidade
Que não é minha
E terei minha realidade
Como eu quero
Porque assim quero!
E quanto a você, estado de desejos
Que morra!
Não serei mais desejo
Sou fato!
Em mim só luz, portanto, desintegro a escuridão
Prometo a mim mesma
Nunca mais!
Findou-se, era de perdas.
Sou ganhos.
Fiat lux!

domingo, 25 de março de 2007



Janela de Igreja
Liris Letieres

Quero subir!
Eu também!
Vem braço amigo e levanta
Apóia a curiosidade de criança
Assentam-se na janela da igreja
Pra que tudo lá fora o olho veja
Pois olho de menina é bicho inquieto
Nem em solo sagrado se põe veto
Lá fora, um viveiro acanhado
Perde o dia que andava sossegado
Vão os olhos vasculhando o cenário
Cadê o pombo, o sabiá e o canário?
E o padre alheio a tudo, apressado.
Toca o sino chamando pra o batizado!

sábado, 24 de março de 2007

Fuga em falsete
Liris Letieres

Nos ouvidos de outros
Visitar labirintos
Me perder
Me achar
Presa ao fio do som

Ariadne às soltas
Ao cantar desafino
A canção transbordando
Quando eu canto é sentindo

Vou cantar
Ao invés de fugir
Vou cantar
E ficar mais em mim

Um cantar que fulmine
As tristezas da alma
E que só sobrevivam
As tristezas dos filmes

Mas te mando um aviso
Um aviso de amigo
Se quiser me calar
Amplifico sentidos

Vou cantar
Ao invés de fugir
Vou cantar
E ficar mais em mim

Num agudo de Diva
Me transformo em mistério
Retirando o teu sono
Vou cantando em estéreo

Caso ache bobagem
Esse meu desatino
Rasgo a voz da garganta
E prossigo sorrindo

sexta-feira, 23 de março de 2007

DesaCONSELHO
Liris Letieres


Tô em crise (de novo)!
Ultimamente venho amanhecendo adormecida
Meio zonza
Sem coordenação
Esquivando-me dos espelhos da casa (logo cedo é demais encarar-me, ainda mais sem o ameno de uma gota ,sequer, de produção).
Um batom para afugentar a palidez
Um lápis para acordar mais o olhar
Sei não, a gente vive tapeando (ou pensando que tapeia) a ação do tempo.
Anti-rugas à noite
Loção de manhã
Maquiagem é quase um rebôco!
E eu, tirada a esperta, me escondo detrás dela.
Tolos! Não vão me ver!
Tento fisgar olhares, mas passo despercebida...
Tola! Eles podem me ver escondida!
A idade, o tempo, as dores, a alma vivida, carregada de histórias, tudo transpira na cara e na fala...
É, todos os dias têm sido por aí, afinal, estou nos 40!
Quando me falaram e me aconselharam sobre essa fase, eu não estava nem aí!
Podia ter me preparado melhor...
Mas não vem não, viu?!
Não vem pra cá com essa história de idade da loba (tô mais pra louca), da maturidade mais bela feminina...o scambau!
Subo mesmo é no banquinho, e seguro com meu dedos cheio de creme para as mãos, os ponteiros do relógio da cozinha!
Brinco de Deus.
Dá certo não...
Procuro todos os dias as danadas das curvas....
Só sobraram no vinil as da Estrada de Santos do velho Roberto.
Velho...
Velha...
Caramba! Isso é que é crise!
As dos 15, foi fichinha!

sábado, 17 de março de 2007

SAUDADE REEDITADA

Saudade Reeditada
Liris Letieres

Minha saudade derradeira
Foi perdendo a esperança
Tanto cresceu , virou adulta
Já não é mais uma criança.

É saudade peregrina
Que dá um pulo ordinário no passado
E de lá traz sacola cheia
Do que não foi alcançado

Saudade de rolar lágrima
Solitária...
Espremida...
Um sumo, uma essência
Da lembrança nunca esquecida!

quarta-feira, 14 de março de 2007

No túnel do tempo.

No túnel do tempo.
Liris Letieres

Não era nem criança, nem era adulta ainda, aquela transição esquisita de idade que a gente não sabe nem pra que time torce. Eu, minha mãe, minha irmã um pouco mais velha que eu, e uma "meio amiga", fomos fazer nossa primeira visita à nova sensação do momento em Salvador, o Shopping..
Antes de começar a história, deixa eu explicar esse caso de "meio amiga".
Ainda não tínhamos criados laços, ela era vizinha recém chegada no prédio, que veio se infiltrando na conversa de minha mãe com a mãe dela:
- Berê (era assim que minha mãe chamava, aquela que seria anos depois, a Tia Bê - tia de "consideração"-, pra mim), vou levar as crianças para conhecerem o Shopping novo, dizem que é um sonho!Artemízia (Tia Miza, consangüínea mesmo!) foi, essa semana e até se perdeu de tão grande!
- Ah, Carminha! Dax, (não estranhem não, é nome verdadeiro, Dax, tempos depois, "Tio Dax") prometeu que ia levar a mim e a Marcinha (eis o nome “da “meio amiga;” Marcinha) para conhecer , e até hoje!
Minha mãe, altruísta que era, prontificou-se a levá-las claro, naquele momento pra todos da cidade era um crime privar alguém de conhecer o lugar mais falado do momento.
_ Se vocês quiserem podem ir comigo! Salpicou minha mãe, Seu Martinho nos levará hoje à tarde.
Eu, assistindo a conversa aos pedaços, porque corria de felicidade, entrando e saindo do apartamento, pra já ir preparando uma roupa a caráter (lembro como hoje: bermuda e blazer brancos com collant azul royal por dentro, não riam não, era moda quentíssima da época) e, avisar minha irmã da novidade. Percebi em uma das minhas voltas, que a Marcinha já fazia o mesmo. Corria porta à dentro do apartamento vizinho e voltava com rosto suado (será que o cabideiro dela era tão alto quanto o do meu guarda-roupa, que tinha que escalar no beliche pra alcançar?).
Mas eis que a Tia Bê, dá uma resposta, que pega a pobre da Marcinha completamente despreparada:
_ Hoje, Carminha? Mas dia de hoje eu tenho que levar a Marcinha para a aula de piano. É o segundo dia de aula, sabe. Mas mesmo assim amiga, obrigada pelo convite.
Não deu outra. No fechar de boca de Tia Bê, foi o exato instante do abrir gigantesco da boca de minha “meio-amiga” Marcinha, aos prantos!
_ Eu não quero ir pra aula de piano! Eu quero ir pra o Shopping!
E chorava convulsivamente!
Tia Bê , tentava conciliar a situação falando da importância das aulas de piano, apelou até pra o alto custo da hora/aula, mas nada! Marcinha não se conformava!
Discussão encerrada, corremos, ambas, para nos aprontar para a tão esperada visita.
Resultado:
Lá se fomos, eu, minha mãe, minha irmã um pouco mais velha que eu, e uma "meio amiga", fazer nossa primeira visita a nova sensação do momento em Salvador, o Shopping.
Descemos juntas, as escadas do prédio (naquela época, poucos prédios com elevadores existiam – o que nos levava a ter mais um grande motivo para irmos ao Shopping, “as escadas rolantes” um mini parque de diversões!).
De olho investigativo nos trajes de Marcinha, para ver se ela estava tão na moda quanto eu, vi que ela estava “completamente por fora”, usando um vestido tipo jardineira e um casaco verde esquisito, amarrado na cintura (que depois eu soube, fora dado pela mãe, pois tinha ar condicionado “forte” no Shopping).
Entramos no carro e, em poucos momentos, cruzamos a Pituba (morávamos na rua Amazonas) e pegamos a via para o Shopping. Descemos do carro com olhares estatelados e curiosos, tanta gente, tanta novidade, tantos blazers com bermudas e collant! Ríamos de tudo! Minha mãe e minha irmã seguravam em nossas mãos e percebi que compartilhavam dos mesmos sentimentos meus e certamente de Marcinha.
Subimos as famosas e divertidas “escadas rolantes” e descemos e subimos e descemos e subimos de novo, era emocionante! Os olhos presos nos degraus para pular o quanto antes da chegada ao andar.
Quando no meio daquela alegria, eu já toda descabelada, suada, amando o Shopping, Marcinha dá um grito!
_Dona Carminha! A Liris se machucou!
Não, eu não havia me machucado. Minha regra chegara pela primeira vez e a roupa branca da moda, nada podia esconder.
Sei, que foi preciso retornar às pressas para o carro, e, ainda hoje eu me lembro: Ai de mim se aquela que eu chamava de “meio amiga”, a Marcinha, não estivesse lá! Nem aquele seu esquisito casaco verde que voltou pra casa, amarrado na minha cintura.

quinta-feira, 8 de março de 2007

CRÔNICA DE UMA PEDESTRE
Líris Letieres


Então foi assim:
Acordei cambaleantemente "sonada".
Liguei, em alguns momentos, o meu piloto automático
Bebi alguma coisa parecida com café
Sandália no pé, dedo no botão do elevador, espera...
A companhia surpresa de uma vizinha ao lado na mesma espera.
Conversa de elevador:
- Bom dia! Que chuva hein?!
Eu doida por uma conversa respondo
- É.
Me apoio nos braços nas paredes do elevador e ressono...
A vizinha não desiste:
- Vai pra o trabalho não é?
Monossilabicamente eu:
- Ô!
Ela então apela:
- Vai pra o mesmo lado que eu? Quer carona?
Acordei.
- Vou sim. Claro que quero. Não vou atrapalhar?
Não atrapalhei. Entrei no carro como se fosse rotina essa carona, prestei atenção para ser bem atenciosa (talvez compensasse o monossilábico discurso no elevador)e, retornasse em futuras outras caronas.
Puxei conversa com um outro carona que estava no carro, o neto da vizinha. Claro que esse, era carona oficial.
- Tudo bem Bruninho?
O menino ria com os olhos, talvez soubesse de todo meu tosco teatro de boa moça.
- Boa aula, Bruninho!
E virando para a vizinha “desnominada” pela minha memória:
-Obrigada pela carona!
Esqueci de fechar a janela do carro quando desci “LONGEPRACACETE” , do caminho que faço, diariamente, a pé, para o trabalho.
Agradeci.
Mas, acho que não foi bem “esquecimento”, o negócio de fechar a janela.

quarta-feira, 7 de março de 2007

TEMPERANÇA

Temperança
Líris Letieres

Nem vou dizer queria.
Eu quero!
Quero poder fazer duas, três coisas ao mesmo tempo!
Hoje me aborreci...
Não podia digitar meu login no computador
E, ao mesmo tempo, digitar no celular o número de minha filha!
A (in)capacidade não colabora com a vontade...
Aí, atrasou!
Não foi na hora que eu queria.
Tempo, seu desonesto, fica mudando meu entendimento sobre você!
O agora, já foi e o amanhã, nunca chega?!
Eu queria era acabar logo de fazer...
Mas, nem se arvore a saber pra que essa correria.
Eu, é que não sei.
Tô com tanto tempo!
Tempo sobrando da grande vontade de não fazer nada!
Porque o que fazer, realmente, eu tenho e muiiiiiiiiiiiito!
Me dá um tempo, Liris!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Falação
Liris Letieres

Palavreados descarrilam
Dando um verniz nos meus versos
E despencam em ribanceira
Num sentido controverso

Vou dormitar por entre as falas
Por dentro das camarinhas
E dourar meus dizeres soltos
Numa dozena de linhas!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Uma questão de olhar...

Uma questão de olhar...
Liris Letieres

Criou-se uma fenda mágica
De onde um portal se abriu
Que fez o olhar vislumbrar
O que antes nunca se viu....
Em verdade falo da vida
Que é portal de todos nós
E do olhar que falo agora
São nossos olhos de sempre
Só que agora embotados
De um simples encantamento:"Ver a vida com outros olhos, buscar o contentamento"
Ver nas coisas simples da vida
Como um abraço...
Um sorriso...
Um "bom dia!" animado...
Mais que um fato isolado.
Ver nestas coisas tão simples
Riquezas incontestáveis!!!
E juntando os nossos elos
Filhos, Pais, amigos velhos
Viver dias memoráveis!!!!!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

AUTO RETADO!
Liris Letieres

Sou acerto
Sou o erro
Sou o torpor da droga
E a droga da obediência

Sou lucidez
Sou insanidade
Sou a responsabilidade
E a falta de consciência

Sou a palavra acanhada
Sou risada escrachada
Sou verdade da palavra
E sou a maledicência

Sou trabalho
Sou o ócio
Sou o ato impensado
E sou sua conseqüência

domingo, 4 de fevereiro de 2007


BANDEIRA BRANCA
Liris Letieres

Hoje presenciei uma cena lindamente poética, melhor, fiz parte dela.
Quase uma pintura a óleo, uma tela, e eu estava lá integrada a imagem.
Talvez, uma cena pitoresca e cinematográfica de Almodóvar, fui elenco.
Uma singela bandeira branca seria hasteada em nome da Paz.
Da Paz desejada por todos os presentes, ao jovem casal que parte em breve, em par, em duo.
Trilha sonora casada, vinda do seio da casa, “Dia Branco”, de Geraldo Azevedo e Renato Rocha.
Em ato quase solene, não fossem os pés descalços de uns, o cantarolar de crianças ao fundo, o despojamento da alma de muitos. Solenes mesmos estavam nossos corações. Centrados no instante indelével.
Subia a bandeira ao som da melodia, acompanhada de embargadas vozes presentes, ajudada pelas mãos do jovem casal, e desciam em quase todos os rostos, lágrimas de candura pelo momento.
Súbito, estala a corda que sustentava o lábaro. Um instante de silêncio, riso nervoso. Então, a mão do companheiro insiste e vai à busca da corda que restava e a trouxe pelos dedos corajosos de volta. Retorna a Paz, desta vez, aos nossos corações.
A vida é algo semelhante. As surpresas, os desafios que encontramos nos nossos caminhos, às vezes não nos permitem hastear nossos desejos no topo, vão aonde tem que ir, vão aonde a corda de nossos passos alcança vão “até onde a gente chegar”. Mas ficam lindamente, onde quer que estejam, quando podem dizer um ao outro, através de um simples olhar, que estarão lá “pro que der e vier”.

CONVERSA (etílica) no MSN
Tema abordado: "O Triângulo das Bermudas das Bolsas Femininas"
Liris Letieres

www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Jane, amiga! Hoje passei uns infernos no caixa eletrônico do BB.

Demorei uns 25 minutos
1º Na fila

Mais uns 15 minutos
2º para achar o cartão do visa electron na bolsa


Mais uns 10 minutos
3º para achar a conta (eleita anteriormente em casa através de sorteio) para pagar no caixa eletrônico.


Mais uns 45 minutos para
4º tentar passar o diaxo do código de barras no leitor ótico (cego) .


A essas alturas eu já estava suando horrores e sendo xingada pela fila imensa que se formava atrás de mim e da minha bolsa (acho que cheguei até a levar uma sapecada de uma bolinha de papel que penso ter sido a conta de alguém, que ia ser paga e o(a) dono(a) encontrou melhor uso pra ela).
Jane diz:
Rsrsrsrsrsrsrsrs
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Foi quando tive uma idéia piramidal ! (piramidal ainda se fala?)
Vou criar a "Bolsa Organizacional com Alas de Auto Ajuda"
Jane diz:
Quêê??????????
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
É , uma super bolsa! Pra acabar com esse negócio vexamoso de nunca achar nada dentro de uma bolsa.
Jane diz:
E quando diminui o tamanho da bolsa?Aí é que lenha com tudo! Passa tb a não caber nada!Nada pra gente perder na bolsa! Rsrsrss
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Pois é, quando quero pegar algo na dita, é um Deus nos acuda! Tenho que às vezes jogar tudo no chão( e jogo mesmo, onde quer que eu esteja,dependendo do meu grau de paciência "rumo" tudo no chão").
Jane diz:
Rssssssssss
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Mas com a "Bolsa Organizacional com Alas de Auto Ajuda" nunca mais passarei por isso!
Jane diz:
so Kro ver...
Jane diz:
Tb preciso de uma. Seria a primeira a comprar!
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Elas terão compartimentos ultra funcionais, melhor, alas! E de cores diferentes, com caixas blindadas para que nenhum batom perca a tampa, caneta estoure e pó compacto se esfarele.
Jane diz:
E que nenhuma ponta de lápis de olho quebre...
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Será o sonho de toda mulher UM TANTINHO desorganizada como eu.
Jane diz:
Lugar para as chaves...
Jane diz:
Celulares...
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Bip! Bip para as chaves! Que responderão ao comando com um simples assovio e pularão rapidamente para nossas mãos!
Jane diz:
Ô.
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
E para os celulares, cores hiperfluorescentes !Para serem achados mesmo durante o dia (já percebeu que nossa bolsa é um buraco negro?) e luzinha de apoio que nem da geladeira!
Jane diz:
AAÊÊÊ!!!!!!

www.lirisletieres.blogspot.com diz:
As contas a pagar, ao serem “enfiadas” (em bolsa de mulher a gente não “coloca” , a gente “enfia” as coisas) na bolsa, automaticamente, receberão uma proteção de substância especial ,criando uma película protetora nos códigos de barra, para que não dobrem e prejudiquem sua leitura quando formos pagá-las!!! A leitura ótica (cega) nunca funciona e a gente tem que digitar aquela cacetada de números! E míope então, pra enxergar os números?Se estrepa literalmente (numericamente tb).
Jane diz:
Essa vai ser a bolsa do século!
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Ah! E sempre, sempre canetas com cargas eternas pra não falharem no meio do preenchimento da zorra de um cheque de oito reais!
Jane diz:
Isso!!!!!!!!!
Ah! Não esqueça de colocar algum tipo de dispositivo contra ladõres...
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Bem lembrado!Será o "Choque"!
"Choque anafilático"! Melhor ainda!
Jane diz:
Essa eu tô pagando pra saber como...
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Simples. Uma substância química entrará na corrente sanguínea através do contato com a “pele humana meliante” fazendo o insensato, (tentar roubar a bolsa de alguém que preenche cheque de oito reais é por baixo, insensatez) cair de joelhos e pedir pinico. 3 vezes no mínimo!
Jane diz:
É, muita gente vai ter que ter cuidado!rsrsrsrs Mas é isso aí ! Meteu a mão na bolsa da gente só pode ser louco, então... Choque neles!
Ou então cria aí, um dispositivo eletrônico, que prenda a mão dele e solte apenas, quando ele colocar 10 reais na nossa bolsa! É!!!!!
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
ÉÉ!!!!!!!
Jane diz:
Com o aumento de ladrões na rua ficaremos bem (tô gostando ...)

www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Eis o meu sonho e de com certeza, muitos milhares de mulheres!
Jane diz:
Pior q é verdade...
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
Bom, sócia, falaremos melhor amanhã sobre os detalhes. Minha filha quer usar o computador
Jane diz:
Vou sonhar com ela... A bolsa dos nossos sonhos!
www.lirisletieres.blogspot.com diz:
SONHOS.....

sábado, 3 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Começou...
Liris Letieres

Aquela pasmaceira das férias (ferículas pra ser mais exata) acabou, e o final das férias ferículas vai levando com ela meu copertone, parceiro de muitas praias....
Sol lascado e calor de caldeira da casa das máquinas em Salvador. Tudo bem quando isso acontece nas férias ferículas, a gente sua na praia, nos shows do parque da cidade, na verdade nem chega a ser suor é transbordo de felicidade.
Eu suo quando começa o trabalho.
Aí sim! Suo, mino, transpiro e me abafo!
Aquecimento global é café pequeno perto do que acontece comigo em Salvador quando começo a trabalhar.
Que calor da zorra!
Sopra aê!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Entre duas (ou mais) dores

Entre duas dores
Liris Letieres

Hoje trafego entre duas dores: uma dor de cabeça virada nos 30 e uma dor melancólica, emocional...
Na dividida, a “bola” tá com a cabeça.
A dor física supera, mesmo que por instantes, a dor moral, a dor emocional.
Mas só por instantes.
A merda toda é que a dor perene é a que está camuflada, escondida, no lugar mais secreto, nos cafundó da gente, na ALMA. E esse pique-esconde, com o passar do tempo, fica difícil administrar. O corpo não colabora muito, a mente, mente que entende e não saca zorra nenhuma! E a gente vai levando...
Me passa um dorflex alguém!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Sentada na escada
No meio da passagem
O braço fecha a guarda
Pra tudo que ali passa.....

(...)

(...)
Liris Letieres

Um parágrafo inteiro pra se dar tempo, pra pensar no que palavrear, pra ganhar tempo...
Tempo que se esvai cínico, rindo-se todo de mim que não acho sequer, um monossílabo pra me descrever hoje...
E olha que coincidência!
Estou eu, diante de 3 dicionários me olhando horrorizados pela negligência com a língua portuguesa. Amontoados, amotinados, ao lado da CPU! Incompetentes, inúteis comigo.
Tento na verdade referir-me ao que nunca disse antes, e sei que não direi...
Pelo menos ainda...
O "ainda" me dá uma alegria de que...
- Ah! Um dia ela se reta mesmo e dana a falar o que guardou mal embalado, jogado no montueiro de seus segredos!.
O RETORNO DE JEDI!
Liris Letieres


Voltei a escrever.
Voltei a escrever como quem volta para o seu antigo terapeuta e pensa baixinho, soturno:
- É, não fui muito longe sem você...
Talvez nem tenha alcançado as minhas esquinas, não fui muito longe...
Talvez, fizesse menção de um pulo de muro (mureta, tá certo) arriscado passadas mais largas, sozinha, sem companhia. Mas deparei-me com um fato:
Preciso de minhas palavras. Preciso delas, caminhando ao meu lado, regurgitadas, gritadas, mudas, mancas, mas profundamente companheiras. Que se rasgam em versos bêbados de meus dias trôpegos, na tentativa de reconfortar-me em berço (nem sempre esplêndido). Produzindo a cada verbete um ninar sereno de mim mesma, em meus próprios braços.
Acalentando-me...
Aquietando minha alma...
...
Quase ouço uma canção de ninar...
Percebi que preciso das palavras de almas irmãs que, como eu, alimentam essa fera/bela, essa dependência enletrada, enlatada em versos, por vezes tão ensimesmados... Essas almas impenitentes.
Voltei a escrever.
Voltei a escrever como filho pródigo, com saudades do cheiro verde das palavras nem sempre maduras, com a felicidade de amantes que por tempos incontáveis não se encontram e que se enlaçam, se enredam um no outro, como se tudo fora apenas um lapso no tempo.
Alegrando meus dias...
Fazendo estardalhaço em minha alma!

Um dia daqueles!(é eu também tenho)

Um dia daqueles!
Liris Letieres


Hoje minhas palavras estão rareando...
Quase não despencam da boca.
Preguiça...
Um mau humor de despachante de repartição!
Retaliação à língua portuguesa!
Tá , tô de greve!
Nada planejado, apenas uma vontade imensa, de não ter vontade de falar.
Vixe! TPM, será? Mesmo desuterada?
Vai saber!
Greve da boca (embora a boca, o dia inteiro, não parasse de comer tranqueira).
Preferia engordar de palavras secas!
Ah! Balança mardita! Tenho um medo de me pesar nas balanças das farmácias que me pelo! Elas ficam ali, me olhando, magrelas...
Parecem dizer: Vem cá ! Se pesa se é macha!
Finjo que não é comigo, compro uns comprimidos de dorflex e me pico!
Sei lá, elas podem estar de mau humor como eu e marcarem uns quilos a mais, de pura sacanagem né?
Aí, já sabe, não tem auto-estima que se erga!
Ê, dia insosso!
Mas amanhã, deixe comigo! Boto pra correr esse humor de caixa de banco do Bradesco, e aí vocês vão ver:
Renascida das cinzas feito ave Fênix!Uma verdadeira hiena sorridente! Mais disposta que menino propaganda do verão da Skol!
Yeh, yhe!
Dia de Polyanna às avessas todo mundo tem, ora!