Enfim, cedi! Cedi aos comandos supersônicos da máquina, à imagem automática das palavras para o mundo. Sou Blog! Liris Letieres
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
A dor do pecado
Liris Letieres
Tranço a tarde traiçoeira
Perco o tempo que me perde
Sou a dança derradeira
Sou a boca em plena prece
Véu sem rosto
Vou sem pouso
Desarmada em plena guerra
Adormeço no meu posto
Com granada sob a terra
Do que será feito o amanhã?
Da pagã ou do pecado?
Não fui eu que mordi a maçã
Esse preço já tá pago!
Liris Letieres
Tranço a tarde traiçoeira
Perco o tempo que me perde
Sou a dança derradeira
Sou a boca em plena prece
Véu sem rosto
Vou sem pouso
Desarmada em plena guerra
Adormeço no meu posto
Com granada sob a terra
Do que será feito o amanhã?
Da pagã ou do pecado?
Não fui eu que mordi a maçã
Esse preço já tá pago!
domingo, 4 de janeiro de 2009
domingo, 28 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Essa eu ganhei de presente!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Jóia Rara

Jóia rara
Liris Letieres
Amanheço azul
É lindo lá fora
Minha alma dança agora
Não sei que me dá
Mas esse desejo é na cara
A vida é uma jóia rara
Fogos de artifícios
Explodindo no meu peito
Quase um reveillon
Brindo o dia sorrindo
Só lembrando seu jeito
É uma Festa de Reis
É pleno paraíso
Só porque ouvi seu riso
Tô de cara...
Só você não repara?
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008

Fino Fio
Liris Letieres
Recriar dentro do peito o bálsamo
Cicatrizante
Aumentar as esperanças de acertar
Igual a antes
Reatar-se ao nó da vida
Uma vida em um instante
Lançar bóia salva vidas
Na maré turva e cortante
Vou-me embora de mim num segundo
No caminho distribuo sobras do meu mundo
Sou sertão dentro do mar
Desaprendi a amar
Teço às cegas, fino fio
Que suporte um caminhar
Vou lá, vou aventurar.
Nem sombra a acompanhar
Quem me leva?Sinto frio.
E nem sei se vou voltar
Vou-me embora de mim num segundo
No caminho distribuo sobras do meu mundo
Sambadeira
Liris Letieres
Balanço à sombra
E assombra o que balanço
Nem Bolshoi dança o que eu danço
Nem pajé solto em sessão
E são em cacho
Em penca
O que despacho
Bem debaixo do meu salto
Quando sambo no salão
Não tem cabrocha
Na terra ou que o corpo vele
Nem todas de Sargentelli
Que alcance meu rojão
Eu sou o samba
E a força dessa dança
Mora aqui nas minhas ancas
Se bote aí! Se bote aí!
E nem no morro eu nasci
Eu sou o samba
Sou a moça sambadeira
Sambo em plano e na ladeira
Pois tá em mim,simples assim
O dom do samba me acorda pra sambar
O compasso do repique pulsa em meu DNA
Liris Letieres
Balanço à sombra
E assombra o que balanço
Nem Bolshoi dança o que eu danço
Nem pajé solto em sessão
E são em cacho
Em penca
O que despacho
Bem debaixo do meu salto
Quando sambo no salão
Não tem cabrocha
Na terra ou que o corpo vele
Nem todas de Sargentelli
Que alcance meu rojão
Eu sou o samba
E a força dessa dança
Mora aqui nas minhas ancas
Se bote aí! Se bote aí!
E nem no morro eu nasci
Eu sou o samba
Sou a moça sambadeira
Sambo em plano e na ladeira
Pois tá em mim,simples assim
O dom do samba me acorda pra sambar
O compasso do repique pulsa em meu DNA
segunda-feira, 21 de julho de 2008
O Mundo não é só em mim
Viva Dercy!
Liris Letieres
Dia 20 esperei amanhecer.
Pensei, no terreno baldio da minha mente:
- Eis o meu dia!
Só alguns tiques taques a mais do medidor do tempo
E eu já regava o rosto.
Normal.
Normal?!
Contornei o abismo.
Vesti branco.
Caí em pé.
Só caio em pé, graças a Deus!
Dia 20 eu nasci
E como nascemos tolos
Nem soube que 19 morreu Dercy.
Homenagem a Dercy Gonçalves
Viva Dercy!
Liris Letieres
Dia 20 esperei amanhecer.
Pensei, no terreno baldio da minha mente:
- Eis o meu dia!
Só alguns tiques taques a mais do medidor do tempo
E eu já regava o rosto.
Normal.
Normal?!
Contornei o abismo.
Vesti branco.
Caí em pé.
Só caio em pé, graças a Deus!
Dia 20 eu nasci
E como nascemos tolos
Nem soube que 19 morreu Dercy.
Homenagem a Dercy Gonçalves
Essa eu ganhei de presente!
Salve a bela baiana
A poetisa dos olhos cor de gema
Mulher bonita e bacana
Que tem a poesia como lema.
Liris, parabéns!
Tudo de bom, muitos anos de vida e poesia.
Salve a Pituba e salve a Bahia.
Clóvis Campêlo do Recife
A poetisa dos olhos cor de gema
Mulher bonita e bacana
Que tem a poesia como lema.
Liris, parabéns!
Tudo de bom, muitos anos de vida e poesia.
Salve a Pituba e salve a Bahia.
Clóvis Campêlo do Recife
sábado, 5 de julho de 2008
Pé de vento
Liris Letieres
Busquei com o olhar única estrela
Bebi o orvalho doce a noite inteira
Vasculhei por um bom tempo
No meu peito
A idade de menina
De traquina
A menina!
Lampião acende e chama mariposa
Na varanda a rede que a mãe repousa.
Pés descalços
Vou no encalço
Do guri
Que de laço
Fez meu coração sorrir
Sorri.
Aticei minha saudade com um vento
Que soprou vindo direto do horizonte
Me atei à velha história em pensamento
E dos versos e canção eu fiz a ponte
Flori!
Liris Letieres
Busquei com o olhar única estrela
Bebi o orvalho doce a noite inteira
Vasculhei por um bom tempo
No meu peito
A idade de menina
De traquina
A menina!
Lampião acende e chama mariposa
Na varanda a rede que a mãe repousa.
Pés descalços
Vou no encalço
Do guri
Que de laço
Fez meu coração sorrir
Sorri.
Aticei minha saudade com um vento
Que soprou vindo direto do horizonte
Me atei à velha história em pensamento
E dos versos e canção eu fiz a ponte
Flori!

Despedida
Liris letieres
Pelas ladeiras desciam em fio
Os gestos, os olhares
Que foram um dia tão cheios de amores, seguiam vazios
No oco, no nada de mim
Liris letieres
Pelas ladeiras desciam em fio
Os gestos, os olhares
Que foram um dia tão cheios de amores, seguiam vazios
No oco, no nada de mim
Sem você
Meus olhos seguem às margens
As marcas, miragens antigas
De extintas paisagens
Eu vejo o que perco, me encontro no cerco
De tudo que não sobra em mim
Meus olhos seguem às margens
As marcas, miragens antigas
De extintas paisagens
Eu vejo o que perco, me encontro no cerco
De tudo que não sobra em mim
Sem você
Sigo vadia, sozinha, meus rastros
Histórias tão cheias de mim e você
Que agora adormecem
Nos olhos estranhos de alguém
Sobram dias
E eu aqui, deslocada
Figurante de uma cena cortada
Em noites sozinhas
Tão frias, distantes de um fim.
Sigo vadia, sozinha, meus rastros
Histórias tão cheias de mim e você
Que agora adormecem
Nos olhos estranhos de alguém
Sobram dias
E eu aqui, deslocada
Figurante de uma cena cortada
Em noites sozinhas
Tão frias, distantes de um fim.
De mim escorre você...
De mim escorre você...

O CAMINHO DE SÃO E TIAGO
Episódio: Era uma placa portuguesa, com certeza!
Roteiro: Liris Letieres
CENA 1
ESTRADA/EXT./MANHÃ
(música de abertura)
Imagem de uma estrada arborizada com um caminhão carregado de feno. Na boleia, sobre o feno, os amigos: SÃO (gato selvagem)e TIAGO (tigre siberiano) conversam.
CENA 2
BOLEIA DO CAMINHÃO/INT./MANHÃ
São, olha o mapa e demonstra impaciência com o vento que o atrapalha na leitura do mapa.
SÃO – Ai ai ai ai ai! Esse vento não está cooperando!Mas pelos meus cálculos, estamos a poucos quilômetros da cidade de Lisboa!
(Tiago, deitado de costas na boleia do caminhão, canta um Vira).
TIAGO – Ô bate o pé! Bate o Pé! Bate o pé! Ô bate o pé faz assim como e-eu! Ô bate o pé! Bate o Pé! Bate o pé! Foi assim que meu amor se perdeu... (Tiago é cortado por São)
SÃO – Tiago! Dá pra parar de cantar um pouquinho e me dar um ajuda aí, ô!
Tiago olha para São e fala com empolgação.
TIAGO – Aaaah, São! Você não está emocionado em poder conhecer Lisboa a linda capital de Portugal?(INSERT de imagens dos pontos turísticos citados) Visitar a maravilhosa Torre de Belém, conhecer o famoso Mosteiro de São Jerônimo, passear na fantástica Riviera portuguesa, ver de pertinho as festas da Praça do Carmo, cantar e dançar uma vira, legítimo?(Fim do INSERT)Hein? Hein?
(São, reponde irritado)
SÃO – Ô da Sibéria! Mal chegamos à cidade e você já está pensando em festa? Se não saltarmos na estrada no local certo, vamos parar é na China!
(Tiago assustado)
TIAGO – China????? Ei, São! Não podemos voltar para casa agora! Ainda faltam muitos lugares para conhecer! Não estávamos indo para Portugal?
(efeito sonoro para sinalizar equívoco de Tiago que faz cara de incompreensão. Foco No rosto de São, surpreso)
SÃO - Por minhas sete vidas selvagens! Não, seu Tigre de meia tigela! Não foi bem isso que eu queria dizer (desistindo de explicar) Ah! Quer saber?Você não vai entender nada mesmo!(São, volta a olhar o mapa).
Nessa hora aparece uma placa na estrada. São não vê .Tiago percebe e tenta avisar.
TIAGO_ Sã-aõ... Ô São... Será que não é pra nós saltarmos aqui?
(São, sem levantar as vistas do mapa, responde)
SÃO – Aqui onde? Não atrapalha Tiago! Não sabe que devemos parar somente onde o mapa sinaliza?(o vento joga o mapa na cara de São. Ele ajeita o mapa e volta a lê-lo) Isto é, se eu conseguir ver o mapa com esse vento irritante!
TIAGO – Desculpa, São... (Tiago fala inocente) Era apenas uma placa dizendo Bem-vindo à Lisboa!
Efeito sonoro de surpresa. Foco no rosto de São.
Ele senta desolado na boleia do caminhão.
A câmera vai se afastando filmado o caminhão por trás e um mapa voando pelo ar.
Voz over de Tiago cantando o Vira.
Música de abertura:
Tema musical de São e Tiago
Liris Letieres
Na estrada, no caminho
Dois amigos sempre vão
Eles nunca estão sozinhos
Tigre Tiago e Gato São!
Aventuras encontrando
É cultura e diversão
Aprendendo e ensinando
Tigre Tiago e Gato São!
Episódio: Era uma placa portuguesa, com certeza!
Roteiro: Liris Letieres
CENA 1
ESTRADA/EXT./MANHÃ
(música de abertura)
Imagem de uma estrada arborizada com um caminhão carregado de feno. Na boleia, sobre o feno, os amigos: SÃO (gato selvagem)e TIAGO (tigre siberiano) conversam.
CENA 2
BOLEIA DO CAMINHÃO/INT./MANHÃ
São, olha o mapa e demonstra impaciência com o vento que o atrapalha na leitura do mapa.
SÃO – Ai ai ai ai ai! Esse vento não está cooperando!Mas pelos meus cálculos, estamos a poucos quilômetros da cidade de Lisboa!
(Tiago, deitado de costas na boleia do caminhão, canta um Vira).
TIAGO – Ô bate o pé! Bate o Pé! Bate o pé! Ô bate o pé faz assim como e-eu! Ô bate o pé! Bate o Pé! Bate o pé! Foi assim que meu amor se perdeu... (Tiago é cortado por São)
SÃO – Tiago! Dá pra parar de cantar um pouquinho e me dar um ajuda aí, ô!
Tiago olha para São e fala com empolgação.
TIAGO – Aaaah, São! Você não está emocionado em poder conhecer Lisboa a linda capital de Portugal?(INSERT de imagens dos pontos turísticos citados) Visitar a maravilhosa Torre de Belém, conhecer o famoso Mosteiro de São Jerônimo, passear na fantástica Riviera portuguesa, ver de pertinho as festas da Praça do Carmo, cantar e dançar uma vira, legítimo?(Fim do INSERT)Hein? Hein?
(São, reponde irritado)
SÃO – Ô da Sibéria! Mal chegamos à cidade e você já está pensando em festa? Se não saltarmos na estrada no local certo, vamos parar é na China!
(Tiago assustado)
TIAGO – China????? Ei, São! Não podemos voltar para casa agora! Ainda faltam muitos lugares para conhecer! Não estávamos indo para Portugal?
(efeito sonoro para sinalizar equívoco de Tiago que faz cara de incompreensão. Foco No rosto de São, surpreso)
SÃO - Por minhas sete vidas selvagens! Não, seu Tigre de meia tigela! Não foi bem isso que eu queria dizer (desistindo de explicar) Ah! Quer saber?Você não vai entender nada mesmo!(São, volta a olhar o mapa).
Nessa hora aparece uma placa na estrada. São não vê .Tiago percebe e tenta avisar.
TIAGO_ Sã-aõ... Ô São... Será que não é pra nós saltarmos aqui?
(São, sem levantar as vistas do mapa, responde)
SÃO – Aqui onde? Não atrapalha Tiago! Não sabe que devemos parar somente onde o mapa sinaliza?(o vento joga o mapa na cara de São. Ele ajeita o mapa e volta a lê-lo) Isto é, se eu conseguir ver o mapa com esse vento irritante!
TIAGO – Desculpa, São... (Tiago fala inocente) Era apenas uma placa dizendo Bem-vindo à Lisboa!
Efeito sonoro de surpresa. Foco no rosto de São.
Ele senta desolado na boleia do caminhão.
A câmera vai se afastando filmado o caminhão por trás e um mapa voando pelo ar.
Voz over de Tiago cantando o Vira.
Música de abertura:
Tema musical de São e Tiago
Liris Letieres
Na estrada, no caminho
Dois amigos sempre vão
Eles nunca estão sozinhos
Tigre Tiago e Gato São!
Aventuras encontrando
É cultura e diversão
Aprendendo e ensinando
Tigre Tiago e Gato São!
domingo, 22 de junho de 2008

Como nascem as avós
Liris Letieres
Quando Mãe, ela se aprimora na arte da maternidade e vaga imprecisa, mas ardente, entre soluços, cólicas, fraldas, dentinhos, quedas, chupetas, papinhas, insônias, choros, carinhos, zangas e beicinhos. Destes, vai aos livros, às dúvidas, às zangas, conselhos, diplomas e, num salto quântico, aos genros e noras. Entretanto, segue intrépida nesse aprender constante!
Daí, numa determinada altura da vida, após longos anos de aprendizado, ela se depara com um novo desafio: os filhos ingressam na maternidade. Passam de filhos à Pais e tudo recomeça. Agora é com eles.
E ela, sem pestanejar, esquece conceitos, idéias, anos de estudo e desaprende de vez a ser Mãe e, como uma autoditada, passa a ser uma Mestra Maior:
UMA AVÓ!
Liris Letieres
Quando Mãe, ela se aprimora na arte da maternidade e vaga imprecisa, mas ardente, entre soluços, cólicas, fraldas, dentinhos, quedas, chupetas, papinhas, insônias, choros, carinhos, zangas e beicinhos. Destes, vai aos livros, às dúvidas, às zangas, conselhos, diplomas e, num salto quântico, aos genros e noras. Entretanto, segue intrépida nesse aprender constante!
Daí, numa determinada altura da vida, após longos anos de aprendizado, ela se depara com um novo desafio: os filhos ingressam na maternidade. Passam de filhos à Pais e tudo recomeça. Agora é com eles.
E ela, sem pestanejar, esquece conceitos, idéias, anos de estudo e desaprende de vez a ser Mãe e, como uma autoditada, passa a ser uma Mestra Maior:
UMA AVÓ!
quinta-feira, 22 de maio de 2008

Lucidez Tardia
Liris Letieres
Distancio-me de minha trilha pessoal a cada dia
E é um desvio consciente, isso é o pior
Ter noção do percurso enganoso.
Vejo-me de longe:
A que eu queria ser
Ter sido...
Uma “eu” tão diferente
Resquícios dessa eu, insistem uma sobrevida.
Mas vou deixando caquinhos dela pelo chão.
Como seria?
Como teria sido?
A infamidade do tempo que corrói as horas
E não deixa nada no prato, grita:
Perdeu!
Agora só em outra encarnação!
Liris Letieres
Distancio-me de minha trilha pessoal a cada dia
E é um desvio consciente, isso é o pior
Ter noção do percurso enganoso.
Vejo-me de longe:
A que eu queria ser
Ter sido...
Uma “eu” tão diferente
Resquícios dessa eu, insistem uma sobrevida.
Mas vou deixando caquinhos dela pelo chão.
Como seria?
Como teria sido?
A infamidade do tempo que corrói as horas
E não deixa nada no prato, grita:
Perdeu!
Agora só em outra encarnação!
domingo, 11 de maio de 2008
Meu Dia das Mães de Papel

Amor de papel
Liris Letieres
Acordei angustiada
Tinha acabado de ter um pesadelo com minha filha
Levantei e a olhei dormindo
Um alívio.
Na porta do quarto havia um início de caminho
Feito de coraçõezinhos de papel ofício, pintados com lápis de cor.
Segui, já prendendo o choro, os coraçõezinhos feitos na madrugada.
Eles me levaram até uma mesa posta.
Um coração enfeitava a minha xícara e o meu remédio da garganta.
Vi um ramalhete reciclado, com flores de papel oficio bem cortadinhas, em diversos tamanhos, presas na ponta das hastes no que antes fora um buquê de aniversário de um mês de namoro que minha filha ganhara dias atrás.
Desabei.
Chorei um choro hibrido: de alegria, emoção, alívio, dor e amor.
Nem bem acalmava o aguaceiro dos olhos, vi outro bilhete de papel ofício.
Este, preso ao aparelho de som, dizia assim: - Ponha o CD 1.
Coloquei.
Sentei no sofá junto com Marisa Monte e chorei mais ainda.
Uma música alegre e eu aos prantos no contraponto.
Fui pra cozinha, agora eu já sabia que tinha mais.
No microondas, outro bilhete no papel ofício que dizia: _ Fiquei com medo de colocar o beiju aqui e estragar. Coloque pouco tempo para não desidratar! E um coração desenhado como assinatura.
Amor por toda casa, disfarçado de papel ofício matizado com lápis coloridos.
Descrevo aqui, com o peito em festa, meu amoroso, único, valioso e feliz dia das mães de papel.
Liris Letieres
Acordei angustiada
Tinha acabado de ter um pesadelo com minha filha
Levantei e a olhei dormindo
Um alívio.
Na porta do quarto havia um início de caminho
Feito de coraçõezinhos de papel ofício, pintados com lápis de cor.
Segui, já prendendo o choro, os coraçõezinhos feitos na madrugada.
Eles me levaram até uma mesa posta.
Um coração enfeitava a minha xícara e o meu remédio da garganta.
Vi um ramalhete reciclado, com flores de papel oficio bem cortadinhas, em diversos tamanhos, presas na ponta das hastes no que antes fora um buquê de aniversário de um mês de namoro que minha filha ganhara dias atrás.
Desabei.
Chorei um choro hibrido: de alegria, emoção, alívio, dor e amor.
Nem bem acalmava o aguaceiro dos olhos, vi outro bilhete de papel ofício.
Este, preso ao aparelho de som, dizia assim: - Ponha o CD 1.
Coloquei.
Sentei no sofá junto com Marisa Monte e chorei mais ainda.
Uma música alegre e eu aos prantos no contraponto.
Fui pra cozinha, agora eu já sabia que tinha mais.
No microondas, outro bilhete no papel ofício que dizia: _ Fiquei com medo de colocar o beiju aqui e estragar. Coloque pouco tempo para não desidratar! E um coração desenhado como assinatura.
Amor por toda casa, disfarçado de papel ofício matizado com lápis coloridos.
Descrevo aqui, com o peito em festa, meu amoroso, único, valioso e feliz dia das mães de papel.
domingo, 30 de março de 2008

Presságio no orvalho
Liris Letieres
Vi na poça de orvalho da folha verde
O inicio, o comecinho da estrada dos 7 dias
Ela desceu dos braços mornos de uma rede
E quem via, fazia gosto o tanto que seu olhar sorria.
E a manhã cheirava a café passado em coador de pano
A semana ela começou sem fazer sequer um plano
Descalça, enxerguei com o canto do olho ela dançar
Nem ouvia as horas do tempo tolo a lhe chamar
E assim se passavam as manhãs, as tardes, os dias
E a menina azul, bordava o destino que amanhecia.
Para minha prima Aline, um desejo de uma linda semana!
Liris Letieres
Vi na poça de orvalho da folha verde
O inicio, o comecinho da estrada dos 7 dias
Ela desceu dos braços mornos de uma rede
E quem via, fazia gosto o tanto que seu olhar sorria.
E a manhã cheirava a café passado em coador de pano
A semana ela começou sem fazer sequer um plano
Descalça, enxerguei com o canto do olho ela dançar
Nem ouvia as horas do tempo tolo a lhe chamar
E assim se passavam as manhãs, as tardes, os dias
E a menina azul, bordava o destino que amanhecia.
Para minha prima Aline, um desejo de uma linda semana!
p.s. Lá em cima são os pés de Aline em repouso merecido.
segunda-feira, 10 de março de 2008

Metaverso
Liris Letieres
Liris Letieres
Vivo a criar metas pra vida
Numa insana logística
Como as torno inatingíveis
Corro pra metalingüística
Falo do ato da minha fala
Escrevo como eu escrevo
Pinto um quadro que se pinta
Sem saber se ao menos devo
Vejo filme que fala do filme
Leio livros de gramática
Vou aos poucos me tecendo
Nessa história dogmática
Recorro ao imperativo
Imponho me conhecer
Me escrevendo presunçosa
Com fome de me entender
E o tempo passa assustado
Mas não morrerei à míngua
Mastigo em última instância
Um dicionário da língua
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
sábado, 8 de dezembro de 2007

E hoje é sábado
Liris Letieres
E porque hoje é sábado
Eu vivo o agora
De susto
Perco-me no dia por alguns segundos
E às vezes, me acho!
Me acho uma droga
Me acho o máximo
E talvez, só porque hoje é sábado
Eu não queira saber que amanhã é Natal
Por mim podia ser Páscoa ou Sexta-feira 13
Ou até o Dia depois de Amanhã
Podia ser o dia do Apocalipse
Ou mesmo o meu aniversário
Se amanhã é Natal
É sinal que não dormi direito
Pouco Rivotril, ¼...
"Pur mim" que é Natal!
Eu ainda nem penso em nascer Jesus
Eu ainda me encontro desqualificada para “Natalizar”.
Liris Letieres
E porque hoje é sábado
Eu vivo o agora
De susto
Perco-me no dia por alguns segundos
E às vezes, me acho!
Me acho uma droga
Me acho o máximo
E talvez, só porque hoje é sábado
Eu não queira saber que amanhã é Natal
Por mim podia ser Páscoa ou Sexta-feira 13
Ou até o Dia depois de Amanhã
Podia ser o dia do Apocalipse
Ou mesmo o meu aniversário
Se amanhã é Natal
É sinal que não dormi direito
Pouco Rivotril, ¼...
"Pur mim" que é Natal!
Eu ainda nem penso em nascer Jesus
Eu ainda me encontro desqualificada para “Natalizar”.
sábado, 24 de novembro de 2007
Carta em mãos
Liris Letieres
Planeta Terra, 30 de março de 2007.
Senhor,
Sei que quando começo assim, sua santidade logo se assusta...
Não, desta vez não peço por mim, peço por uma linda pessoa.
Pessoa que se veste de sentimento
E às vezes anda nua da razão.
Senhor, olhai por ela como olhas por mim.
Caminhe com ela como comigo caminhas.
Perdoe-me a pretensão de sentir-me tão acolhida por ti
E com base em tal fato, pedir a sua interseção.
Sei que o que uma voz clama, lhe chega clara aos teus sagrados ouvidos.
Mas pensei com meus botões:
- Se é para ouvir de uma, por que não de duas?
Humano é assim, esse bicho que sua santidade inventou.
Pensa ser sempre o maior que vai sair vencedor.
Pois me faço dos menores dos seres deste planeta
Pra pedir pra Martha bênçãos, prece e muita luz
Que ela sinta-se mais forte a cada respiração
Que ela ande firme, mesmo com os pés fora do chão
Pois o senhor deve saber
Sei que é onisciente
A Marthinha, como a chamo,
É poetisa,sabe ficar no solo o tempo todo não senhor.
Não que ela não ache graça na terra feita por ti
É que a alma que deu a ela
Às vezes pensa em fugir
Mas não é pra longe não, de sua jurisdição!
É que Martha vê caminhos que poucos conhecem
Martha enxerga coisas talvez de outra dimensão
E sei que, certamente, esses estranhos lugares, não fogem de ser mais uma de suas invenções.
Sagrado, peço outra vez.
Olhe por Martha Galrão
Sei que nunca estais longe dela
Aperte só um pouco mais sua mão.
Amém!
Achei isso minha amiga, num canto bem guardado.
Liris Letieres
Planeta Terra, 30 de março de 2007.
Senhor,
Sei que quando começo assim, sua santidade logo se assusta...
Não, desta vez não peço por mim, peço por uma linda pessoa.
Pessoa que se veste de sentimento
E às vezes anda nua da razão.
Senhor, olhai por ela como olhas por mim.
Caminhe com ela como comigo caminhas.
Perdoe-me a pretensão de sentir-me tão acolhida por ti
E com base em tal fato, pedir a sua interseção.
Sei que o que uma voz clama, lhe chega clara aos teus sagrados ouvidos.
Mas pensei com meus botões:
- Se é para ouvir de uma, por que não de duas?
Humano é assim, esse bicho que sua santidade inventou.
Pensa ser sempre o maior que vai sair vencedor.
Pois me faço dos menores dos seres deste planeta
Pra pedir pra Martha bênçãos, prece e muita luz
Que ela sinta-se mais forte a cada respiração
Que ela ande firme, mesmo com os pés fora do chão
Pois o senhor deve saber
Sei que é onisciente
A Marthinha, como a chamo,
É poetisa,sabe ficar no solo o tempo todo não senhor.
Não que ela não ache graça na terra feita por ti
É que a alma que deu a ela
Às vezes pensa em fugir
Mas não é pra longe não, de sua jurisdição!
É que Martha vê caminhos que poucos conhecem
Martha enxerga coisas talvez de outra dimensão
E sei que, certamente, esses estranhos lugares, não fogem de ser mais uma de suas invenções.
Sagrado, peço outra vez.
Olhe por Martha Galrão
Sei que nunca estais longe dela
Aperte só um pouco mais sua mão.
Amém!
Achei isso minha amiga, num canto bem guardado.
sábado, 20 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007

CASA VAZIA
Poema nenhum, nunca mais,
será um acontecimento:
escrevemos cada vez mais para um mundo cada vez menos,
para esse público dos ermos
composto apenas de nós mesmos,
uns joões batistas a pregar
para as dobras de suas túnicas
seu deserto particular,
ou cães latindo, noite e dia,
dentro de uma casa vazia.
Alberto da Cunha Melo
sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Aos Independentes:
Clóvis, Xucurus, Cláudia e Conceição
Aos que trabalham por nós
Aos que velam nosso sono
Aos que tecem a rede fina da pesca para que outras mãos
Aos que trabalham por nós
Aos que velam nosso sono
Aos que tecem a rede fina da pesca para que outras mãos
Puxem peixe vivo ou outros, durmam esses peixes na boca
Àqueles que trabalham nos bastidores e escorrem-se em suores silenciosos
Àqueles que trabalham nos bastidores e escorrem-se em suores silenciosos
Para que outros rostos brilhem em cena
Para ele e elas, nobres, uma orquestra de aplausos
Para ele e elas, nobres, uma orquestra de aplausos
Que não declinam por grande tempo
Para os obreiros insones, no parto da criança tão esperada
Um profundo e sincero
Muito obrigada!
Para os obreiros insones, no parto da criança tão esperada
Um profundo e sincero
Muito obrigada!
Liris agradecida Letieres
segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cenas
Liris Letieres
Zona de perigo vai surgindo sem muito empenho
Basta franzir um pouco mais, a linha do cenho
Bocejo infame quer cortar o ar rarefeito da zanga
Mas o cérebro tosco insiste em vingança
Queria saber... meu reino pra quem me disser!
Quem zorra que comeu, o último pedaço da torta
Que eu tinha guardado atrás do tapaué!
Liris Letieres
Zona de perigo vai surgindo sem muito empenho
Basta franzir um pouco mais, a linha do cenho
Bocejo infame quer cortar o ar rarefeito da zanga
Mas o cérebro tosco insiste em vingança
Queria saber... meu reino pra quem me disser!
Quem zorra que comeu, o último pedaço da torta
Que eu tinha guardado atrás do tapaué!
domingo, 5 de agosto de 2007

Pretexto
Liris Letieres
Na verdade tudo isso é pretexto. Esse encontro foi pretexto, essa carta foi pretexto. Pretextos para os nossos momentos, não calcificarem-se na rotina impessoal, frenética e despojada de humanidade em que às vezes se traveste nossa coexistência, por entre os muros desse Forte Apache.
Da janela da porta da sala que habito nesse Forte, percebo muita coisa... Ah! Pra começo de conversa, a janela da porta não se chama janela da porta e sim, TV de plasma.Se é assim, tenho um canal fechado, só meu e com a programação variadíssima! Gente rara passeia em frente a esse telão.
Hoje vim pra dizer que me importo. Embora na maioria das vezes não me faça clara, eu me importo. Importo-me com cada um de vocês.
E, penso que não existe acaso nessa vida. Se estamos aqui, juntos, houve uma conspiração lá nas outras jurisdições do Pai, pra que isso acontecesse.
Quem freqüenta esse Forte, há algum tempo, já me conhece um pouco, e sabe que não sou dada às formalidades. Quem está chegando, acho que vem percebendo.
Espero, e falo com sinceridade, que tenha contribuído mais que cobrado, mais compreendido que acusado, mais aplaudido que atirado pedras, mais ouvido, que falado (tá, pra ser sincera mesmo, eu falo como uma “nêga do leite” e esse item deve estar mais difícil que os outros de ser atingido) continuando... mais apoiado que dividido e mais rido que chorado junto com vocês. Espero, espero mesmo.
A verdade, é que eu me acho e me perco nesse grupo, a todo o momento! E, sei, que pra vocês devo ser, em alguns momentos, a unha encravada, a faladeira em outros, a despirocada, a mandona, a resmungona, a teimosa, a morta fome, a porralouca, a generala, a mãezona (como um professor me chama: a mutante).
Mutante, acho que isso eu sou muito! Perdoem-me, portanto, as mudanças repentinas de bela pra fera, de gato pra onça, de fada pra bruxa, de gente pra bicho...
E, obrigado por partilharem esse segundo, da preciosa vida de vocês, comigo.
PARA MEUS COLEGAS, AMIGOS E PARCEIROS DE TRABALHO, QUE ME AGUENTAM E AINDA CONSEGUEM RIR DE MINHAS LOUCURAS!
Liris Letieres
Na verdade tudo isso é pretexto. Esse encontro foi pretexto, essa carta foi pretexto. Pretextos para os nossos momentos, não calcificarem-se na rotina impessoal, frenética e despojada de humanidade em que às vezes se traveste nossa coexistência, por entre os muros desse Forte Apache.
Da janela da porta da sala que habito nesse Forte, percebo muita coisa... Ah! Pra começo de conversa, a janela da porta não se chama janela da porta e sim, TV de plasma.Se é assim, tenho um canal fechado, só meu e com a programação variadíssima! Gente rara passeia em frente a esse telão.
Hoje vim pra dizer que me importo. Embora na maioria das vezes não me faça clara, eu me importo. Importo-me com cada um de vocês.
E, penso que não existe acaso nessa vida. Se estamos aqui, juntos, houve uma conspiração lá nas outras jurisdições do Pai, pra que isso acontecesse.
Quem freqüenta esse Forte, há algum tempo, já me conhece um pouco, e sabe que não sou dada às formalidades. Quem está chegando, acho que vem percebendo.
Espero, e falo com sinceridade, que tenha contribuído mais que cobrado, mais compreendido que acusado, mais aplaudido que atirado pedras, mais ouvido, que falado (tá, pra ser sincera mesmo, eu falo como uma “nêga do leite” e esse item deve estar mais difícil que os outros de ser atingido) continuando... mais apoiado que dividido e mais rido que chorado junto com vocês. Espero, espero mesmo.
A verdade, é que eu me acho e me perco nesse grupo, a todo o momento! E, sei, que pra vocês devo ser, em alguns momentos, a unha encravada, a faladeira em outros, a despirocada, a mandona, a resmungona, a teimosa, a morta fome, a porralouca, a generala, a mãezona (como um professor me chama: a mutante).
Mutante, acho que isso eu sou muito! Perdoem-me, portanto, as mudanças repentinas de bela pra fera, de gato pra onça, de fada pra bruxa, de gente pra bicho...
E, obrigado por partilharem esse segundo, da preciosa vida de vocês, comigo.
PARA MEUS COLEGAS, AMIGOS E PARCEIROS DE TRABALHO, QUE ME AGUENTAM E AINDA CONSEGUEM RIR DE MINHAS LOUCURAS!
Vou listá-los como os chamo : Nóla, Marcionília, Gazarotti, Maia, Guta, Gabilda, Ioca, Anjo, Marcão, Xande, Dedé, Carlota, Só. (na foto não estão todos, chuif...)
segunda-feira, 30 de julho de 2007
sexta-feira, 13 de julho de 2007

Troco
Liris Letieres
Sei que ainda permito-me tantos desmandos
Deprecio o meu tempo sagrado, em instâncias mornas
E me deixo conduzir às cegas, em meio a bandos
Que esquecem que o que se esvai, nunca mais torna
Apago débil, um mundo imenso que arde lá fora
Dou, talvez, minhas últimas moedas em forma de tempo
E o relógio a toda a brida, leva o troco embora
Num tique-taque chantagista, que se vai ao vento
O silêncio se faz presente, e, é grande revelador
Do dissabor da alma alheia de outra gente
Que morre plácida, vitrificada com sua dor
Corpos às vistas, embora as mentes tão ausentes
Distancio-me, senão com o corpo, com minha alma
E num ostracismo voluntário, tento fazer algo valer
Uso a palavra, amiga alada, que me acalma
A dor secreta em ver meu tempo a fenecer
Liris Letieres
Sei que ainda permito-me tantos desmandos
Deprecio o meu tempo sagrado, em instâncias mornas
E me deixo conduzir às cegas, em meio a bandos
Que esquecem que o que se esvai, nunca mais torna
Apago débil, um mundo imenso que arde lá fora
Dou, talvez, minhas últimas moedas em forma de tempo
E o relógio a toda a brida, leva o troco embora
Num tique-taque chantagista, que se vai ao vento
O silêncio se faz presente, e, é grande revelador
Do dissabor da alma alheia de outra gente
Que morre plácida, vitrificada com sua dor
Corpos às vistas, embora as mentes tão ausentes
Distancio-me, senão com o corpo, com minha alma
E num ostracismo voluntário, tento fazer algo valer
Uso a palavra, amiga alada, que me acalma
A dor secreta em ver meu tempo a fenecer
domingo, 8 de julho de 2007
Obra de Arte(07/07/07)
Liris Letieres
Ela disse que não
Mas havia muitos vestígios
Era mágico demais
Surreal demais
Muito além do fazer humano
Só imbuindo-se de muita luz...
E foi o que se fez
Talvez nem ela o saiba
Que a sua mão, não mais guiava.
A própria Luz conduzia
A carne e suas falanges
Tornando tão real quanto ilusório
As vestes da alma da Terra
Deitada sobre uma tela
Obra da amiga e talentosa artista, Adriane Paiva
Liris Letieres
Ela disse que não
Mas havia muitos vestígios
Era mágico demais
Surreal demais
Muito além do fazer humano
Só imbuindo-se de muita luz...
E foi o que se fez
Talvez nem ela o saiba
Que a sua mão, não mais guiava.
A própria Luz conduzia
A carne e suas falanges
Tornando tão real quanto ilusório
As vestes da alma da Terra
Deitada sobre uma tela
Obra da amiga e talentosa artista, Adriane Paiva
terça-feira, 3 de julho de 2007
quinta-feira, 28 de junho de 2007

Felicidade controversa
Liris Letieres
Ai, meu Deus!Minha filha agora é "de maior"!
O neném que vi nascer
Vai caminhar por si só
Já caminhava, é bem verdade
Mesmo com bem pouca idade
Mas caramba! São 18 anos!
E eu aqui, fazendo planos
De levá-la pra escola
De escolher os seus amigos
De dizer que horas volta
E não cortar o umbigo
Quer saber?
Sou declaradamente
Uma mãe meio demente
Que leva a filha pra faculdade
Só para ter um gostinho
Do tempo que a levava
Para estudar no prezinho
Que embora não escolha
Os amigos que ela tem
Vive dando opinião
Que não vale um vintém
Que fala olhando o relógio
- Chegue cedo, minha filha!
E ela muito obediente
Chega-me às seis da matina
Vai caminhar por si só
Já caminhava, é bem verdade
Mesmo com bem pouca idade
Mas caramba! São 18 anos!
E eu aqui, fazendo planos
De levá-la pra escola
De escolher os seus amigos
De dizer que horas volta
E não cortar o umbigo
Quer saber?
Sou declaradamente
Uma mãe meio demente
Que leva a filha pra faculdade
Só para ter um gostinho
Do tempo que a levava
Para estudar no prezinho
Que embora não escolha
Os amigos que ela tem
Vive dando opinião
Que não vale um vintém
Que fala olhando o relógio
- Chegue cedo, minha filha!
E ela muito obediente
Chega-me às seis da matina
Tem dois lados meus, de Mãe
Um que me deixa feliz
E um outro lado que deixa
Meu coração por um triz
Num “salve-se quem puder”
Pois agora sou a mãe
De uma linda MULHER!
Parabéns, minha filha!TE AMO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
p.s.Viu a foto? Né liiinda?
segunda-feira, 25 de junho de 2007

Vestir-se de Infância
Liris Letieres
Quando a gente permite
Que a criança interna vá de
Ponta
a
Ponta
Deixa a alegria perder seu limite
Roda vestido até ficar
T O N T A
Dança quadrilha de improviso
E demite-se da idade adulta
Sem sequer um prévio aviso
Roda o salão em busca dos traques
Pra pisá-los espalhados pelo chão
Gira...
Gira...
Gira...
Fica zonza e não vê a multidão
Liris Letieres
Quando a gente permite
Que a criança interna vá de
Ponta
a
Ponta
Deixa a alegria perder seu limite
Roda vestido até ficar
T O N T A
Dança quadrilha de improviso
E demite-se da idade adulta
Sem sequer um prévio aviso
Roda o salão em busca dos traques
Pra pisá-los espalhados pelo chão
Gira...
Gira...
Gira...
Fica zonza e não vê a multidão
Dança serelepe para a infância
Tudo isso numa manhã de junho
Quando a gente acorda a criança!
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Deixo
Liris Letieres
Meus rastros pela vida
Serão muitos, eu sei
Deixei alegrias
Deixei tristezas
Salada de sentimentos por onde passei
Deixo também uma pá de amigos
E, não me engano, uns tantos inimigos
Que só o são, pelo próprio querer
Mas se elegeram o seu “partido”
Já não me cabe por eles escolher
A vida é caminho que se vai pra frente
Nenhuma mágica faz reverter
Deu suas mancadas?
Segure o rebote
Tem conseqüências pra receber
Sigo deixando meus muitos rastros
Então páro e espio a minha andada
O barro pisado e com as mãos na bacia
O que vejo me deixa mais alentada
Não irei mais com minhas mãos vazias
Pois a olhar os rastros da estrada
Vejo também que deixei poesia!
Liris Letieres
Meus rastros pela vida
Serão muitos, eu sei
Deixei alegrias
Deixei tristezas
Salada de sentimentos por onde passei
Deixo também uma pá de amigos
E, não me engano, uns tantos inimigos
Que só o são, pelo próprio querer
Mas se elegeram o seu “partido”
Já não me cabe por eles escolher
A vida é caminho que se vai pra frente
Nenhuma mágica faz reverter
Deu suas mancadas?
Segure o rebote
Tem conseqüências pra receber
Sigo deixando meus muitos rastros
Então páro e espio a minha andada
O barro pisado e com as mãos na bacia
O que vejo me deixa mais alentada
Não irei mais com minhas mãos vazias
Pois a olhar os rastros da estrada
Vejo também que deixei poesia!
domingo, 17 de junho de 2007

Matou o gato
(curiosidade premiada)
Liris Letieres
Nos tempos modernos
As coisas andam frenéticas
Visitas por portas de orkut
Escondem as pistas internéticas
Espiadas nos Blogs, na surdina
Pouco éticas
Esconde-esconde no ciber espaço
No anonimato
Mas, por detrás do monitor
Esconde-se um fato
Tua cara, assustada, um tanto covarde
E dentro de teus olhos? Será só curiosidade?
Premio-te com um flagrante
Espero pra ver se nega
Já não adianta encolher-te
É assim que a gente pega!
(curiosidade premiada)
Liris Letieres
Nos tempos modernos
As coisas andam frenéticas
Visitas por portas de orkut
Escondem as pistas internéticas
Espiadas nos Blogs, na surdina
Pouco éticas
Esconde-esconde no ciber espaço
No anonimato
Mas, por detrás do monitor
Esconde-se um fato
Tua cara, assustada, um tanto covarde
E dentro de teus olhos? Será só curiosidade?
Premio-te com um flagrante
Espero pra ver se nega
Já não adianta encolher-te
É assim que a gente pega!
Fissssssssssssssst!
sábado, 9 de junho de 2007
Eutanásia
Liris Letieres
Vou mudar a lente do caleidoscópio
Trocar por muda limpa tudo que me despe
Faxinar as entranhas do meu pensamento
E botar pra fora o que não me desce
Derrubar o muro entre o sonho e realidade
Prender na masmorra o Eu que me sabota
Raspar toda crosta do tacho das más lembranças
Lavar em água limpa o estrume nas minhas botas
Rasgar todas as provas de amizades falsas
Lapidar tudo o que eu tenho de mais raro
Revirar gavetas e por fogo nos recibos
Do que vendi barato e paguei tão caro
Liris Letieres
Vou mudar a lente do caleidoscópio
Trocar por muda limpa tudo que me despe
Faxinar as entranhas do meu pensamento
E botar pra fora o que não me desce
Derrubar o muro entre o sonho e realidade
Prender na masmorra o Eu que me sabota
Raspar toda crosta do tacho das más lembranças
Lavar em água limpa o estrume nas minhas botas
Rasgar todas as provas de amizades falsas
Lapidar tudo o que eu tenho de mais raro
Revirar gavetas e por fogo nos recibos
Do que vendi barato e paguei tão caro
sábado, 2 de junho de 2007
Assinar:
Postagens (Atom)




















