sexta-feira, 1 de junho de 2012

BRASILERANÇA; A DANÇA DA REDESCOBERTA. Liris Letieres Hoje acordei repleta de dúvidas (como se não fosse rotina em mim, tanta indagação... ) Senti um desbotar das cores verdeamarela que me alimentaram sempre a alma, e que me ressoavam : _ É isso aí, Liris, você é brasileira, a raça menos ariana do planeta! Aí, você já sabe, né? Vou ter que dividir a porrada! Portanto, largo de pronto a minha pergunta- quem sabe esses leitores possam me responder_ e mando sem piedade: _ Quem somos nós, criaturas nascidas entre palmeiras onde cantam os sabiás? (...silêncio...nem os sabiás cantaram...) Uma Q'boa em minhas cores! Na tentativa de uma autoresposta simplista, vou me valendo do conceito forjado, em desconstruções pitorescas de minha "escolarização", e digo que sou cidadã brasileira, filha de um país que está entre o descoberto e o invadido e que, segundo histórias, já fui nativa de ilha, de terra e finalmente de um País! País que rico em sua gênese, encontra-se pobre, como um herdeiro de uma fortuna que não pode usufruir... Um País que caminha através da história, sem saber aonde chegar, mas se ouviu cantar: “Esse é um país que vai pra frente...” Descanso minha mente de tanto pensar e vasculho na minha memória algo para sorrir, mesmo que um sorriso vazio. Claro, uma história sempre tem dois lados, (como, a rara em meu bolso, moeda do real). E, mesmo sabendo , vivendo e presenciando tantos e inquietantes fatos brasileiros, não sei como explicar, mas me vem em certos momentos, uns tantos arroubos -talvez de origem jupiteriana- um retardamento incubado, uma felicidade imprecisa e me vejo quase feliz por morar nessa terra, por contar com alma amiga de companheiros de mesmas dores, mas que quando juntos, não tem pra ninguém! É, é isso mesmo, embora lançassem a frase, pautados em outras intenções, eles falaram uma enorme verdade: “O melhor do Brasil é o brasileiro!” . Somos verdadeiramente a grande riqueza dessa terra. É a gente brasileira, que mesmo desbotando suas cores em alguns momentos, reage de forma valente às situações e quando menos percebe, lá estão eles resplandecentemente verdeamarelos, intensos, vivos de alma, e novamente fazendo parte desse autoredescobrimento, numa espécie de dança. A dança da contradição da esperança , a dança dessa tal BRASILERANÇA!

Um comentário:

Maria Muadiê disse...

Oba, o blog voltou!!!!!!!!!!!